Pensatas devoradas

Pensatas devoradas

ARGUMENTOS NA CHAIRA (CRÔNICAS/ ARTIGOS/ POESIAS ETC)

 

Sobre a nova mitologia gastronômica e o comer telado

Sim, é preciso ponderar. Espiar o que escreveu Wilson Roberto Vieira Ferreira, autor do blog Cinegnose e pesquisador da área de comunicação ponderou, e nomeou de "nouvelle mythologie" no post "A nova mitologia gastronômica". E perscrutar. Há sim uma sensação de pertença à lógica arquetípica de Campbell no que vemos na TV. Mas, seriam os "programas de comida" feitos para entreter ou informar? MasterChef é mesmo só para a massa? 

Comunicação 4.0 é diálogo comestível

Dizer sem palavras? Deixar o estômago poliglota? Imprimir o prazer no cérebro e acessá-lo pelo Wi-Fi Direct do olfato! Voilá! O comer é a palavra empratada. Ela pode ser compartilhada no mesão. Vez por outra, lançada à rede. A mundial, de computadores, está farta. São mais de 2,5 exabytes por dia, no mundo, lançados nesse universo paralelo e cheio de AI's. Falamos em BIG DATA e em Pós-Verdade ao mesmo tempo em que, alguém (pois tem sempre alguém) se vale do Correio Elegante 6.0, vulgo Sarahah, para mandar a franqueza adiante. Convenhamos, é difícil acompanhar tantos movimentos. Sofremos de F.O.M.O. e "não vortemo".
 

O lado francês do Fasano: Parigi

Nessas andanças pelo comer - ora em locais em que se consome, ora ladeando os passos de quem alimenta - ceifo um tanto de insights providenciais. E, generosamente, participo da gestação de ideias e ideais. Pronto. Poesia feita, aqui vai um post tardio - porque a vida não para e seguimos assim, lenineando e arrumando paciência em pequenos frascos, como se não houvesse amanhã. 

E não vem tarde esse post. Conto cá de como foi reencontrar o chef Wagner Resende, agora nesta ponta da linha do tempo - num contexto Parigi Bistrot, do Grupo Fasano. Primeiro na Feira dos Campeões da Veja SP, às voltas com seu mil-folhas [ e observado atentamente pelo poderoso chefão Luca Gozzani ], quando esse quase barbacenense atou-me uns nós.

Gastronomia para saciar o futuro

Desde a década de 1970, com a urgência do desenvolvimento em face à óbvia finitude dos recursos naturais, fala-se em sustentabilidade. Em torno da mesa, muitas vezes, enquanto se espera pela porção aquecida, em micro-ondas, de um processado industrializado qualquer; ou pelo cozimento lento, à perfeição dos fornos mais modernos, de um assado feito à moda da família a ser servido com boa seleção de verdes, quiçá montes de PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e frescos da estação. 

O termo, contudo, desgastou-se já e tanto quanto os “primos” gourmet, bistrô, top e artesanal... E desde a década de 1994, quando o britânico John Elkington cunhou-a (nascia o conceito Triple Bottom Line) pensando no equilíbrio de três pilares: ambiental, econômico e social. A sustentabilidade de fato mora nos 10%, o resto é esforço de marketing. À mesa, não raro, cozinheiros e comensais contemporâneos se esquecem do óbvio: consumir é esgotar. Devorar o mundo de forma leviana ou sã é definir a paisagem que as próximas gerações verão adiante. Que responsabilidade há nas mãos em frente às gôndolas online e off-line do mundo contemporâneo...

Da realidade ampliada na era da pós-verdade

Como gerar resultados nas redes sociais e nessa era da pós-verdade? Perguntinha difícil essa! Durante a entrevista que concedi a Neusa Leoncini, para o programa Estilo de Vida, da Rádio CBN Campinas 99,1 FM (foi ao ar no dia 22 de abril, ouça clicando aqui), um turbilhão de pensatas vieram à tona. É claro que em terreno de prosa solta e gostosa para 10 minutos, muita informação fica em off. Pois esse post serve tal "conversa em voz alta" sobre o compêndio de dados que, atualmente, iluminam alguns caminhos.

Quase Poeta: Portugal, versão zero

Circular por Lisboa à moda parisiense (flanar, ah, flanar, que verbo soltinho) traz-nos descobrimentos tão importantes... Muito além daqueles do Pavilhão debruçado sobre o Tejo, de onde partiram as naus que nos fizeram Brasil, bonito à beça nas primeiras horas do dia. E das linhas concretas, contemporâneas, do Museu Nacional dos Coches, projeto do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, coladinho ao Museu dos Jerônimos.

 

 

 

 
 

MAIS CONTEÚDO, POR FAVOR!