Quase Poeta: Portugal, versão zero

Circular por Lisboa à moda parisiense (flanar, ah, flanar, que verbo soltinho) traz-nos descobrimentos tão importantes... Muito além daqueles do Pavilhão debruçado sobre o Tejo, de onde partiram as naus que nos fizeram Brasil, bonito à beça nas primeiras horas do dia. E das linhas concretas, contemporâneas, do Museu Nacional dos Coches, projeto do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, coladinho ao Museu dos Jerônimos.

Há, ainda, as lindezas fulgurais de caídas do Sol atrás da Ponte Vasco da Gama, onde o astro se deita com a Lua. E os acontecimentos marotos do Alto, à beira esquerda do Chiado. Já na Alfama, indo pela Augusta sentido Róssio, e quebrando às muitas direitas, há sim um sem fim de ruelazinhas de pedras ladrilhadas numas bordas; decoradas por decotes acima da altura de onde perde-se a cabeça ao fado e aos enfadonhos murmúrios de "volta". Por lá, queria ficar. E por a alma para descansar mais um bocadinho, recostada na mesinha de Pessoa e com "ele" - a estátua do poeta fica justo ali, na Rua Garrett, vizinha ao meu destino final, que encontraremos a seguir.

Antes, advertência ao leitor: esperamos dar conta de todos os recados, promessas são dívidas, estamos atrasados em atualizações e até sabemos fazer poema com métrica e rima. Este post abre uma série sobre Portugal, que visitamos em junho. Passamos por 14 cidades e seis vinícolas, arrumamos #MotivosParaDialogar à beça e, por isso, pensamos em quatro posts.

O primeiro, este, traz um pouco do contexto da viagem que até vídeo fofo teve, veja clicando aqui. E um poema. Loguinho abaixo. Pretexto ao que virá. O segundo, entrevista com o chef Henrique Sá Pessoa e impressões sobre seu trabalho no Alma e no Tapisco, dois de seus restaurantes. Também as ambiências e planos do cozinheiro, que virá ao Brasil, em breve. Seguiremos com dicas de passeios e programas gastronômicos e culturais por Portugal, sem qualquer pretensão formal de atuar como guias e, sim, meros repórteres de viagem (será o post mais íntimo e pessoal). Fecharemos com um tour modesto pelas vinícolas visitadas e um apanhado de lições sobre esse que é um dos países mais especiais em uvas autóctones do mundo. 

Será flanando que prosseguiremos. Ou quase isso. A bença!? 

 

Quase Poeta, poema de Érica Araium

 

 

cool Preparando o segundo post!  EM BREVE, O LINK, AQUI! 

 

Érica pensando com Pessoa

 

 

 

 

 

 
 

MAIS CONTEÚDO, POR FAVOR!