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DAS PENSATAS SOBRE A GASTRONOMIA

por Érica Araium

 

Os dez brotos de nossos Diálogos do Alimento no Fru.To

Foi uma catarse tripla: idealizadores (Alex Atala e Felipe Ribenboim + Instituto ATÁ) e organização; plateias (houve a presencial e a virtual) e os 31 palestrantes deixaram o auditório da Unibes Cultural, em São Paulo, no último dia 27 de janeiro, motivados - ouviu-se muito falar em tesura, em motivação (ou motivo para ação) ao longo dos dois dias da primeira edição do Fru.To: Diálogos do Alimento. Os cases apresentados por gente bamba brasuca, israelita, holandesa, estadunidense, dinamarquesa e de muitos outros universos ("cada pessoa é um mundo") foram maneiros. Nesta reportagem, destacamos em textos, fotos e vídeos, que aos pouquinhos estarão em nosso canal no YouTube, um apanhado de #MotivosParaDialogarDez Brotos daqueles Diálogos do Alimento. Bom para quem perdeu as transmissões do Fru.To ou a cobertura que fizemos pelo Instagram, com uma forcinha do Stories. Fotos e artes: Érica Araium. 

Bendito seja o Fru.To, Diálogos do Alimento

Alex Atala anunciou seu bendito Fru.To em agosto de 2017. Em 2018, sob o mote Diálogos do Alimento, tornamo-nos a nos ver sob o beiral do que há de certeza sobre o comer no futuro. Estamos protegidos, por ora, pela ideia de que o consumo consciente tem deixado de ser discurso para conjugar-se em ações. Os nossos #MotivosParaDialogar se multiplicaram por razões e afãs diversos nos últimos meses, êba! E, entre os dias 26 (sexta-feira) e 27 de janeiro (sábado), serão ao menos 30 - número de palestrantes que ocupará o auditório do Unibes Cultural, em São Paulo (SP), para discutir, em três tempos (três eixos), "as melhores estratégias e alternativas para a produção de alimento bom, limpo e justo nos próximos anos". wink

Alex Atala, Diálogos Comestíveis

Sobre a nova mitologia gastronômica e o comer telado

Sim, é preciso ponderar. Espiar o que escreveu Wilson Roberto Vieira Ferreira, autor do blog Cinegnose e pesquisador da área de comunicação ponderou, e nomeou de "nouvelle mythologie" no post "A nova mitologia gastronômica". E perscrutar. Há sim uma sensação de pertença à lógica arquetípica de Campbell no que vemos na TV. Mas, seriam os "programas de comida" feitos para entreter ou informar? MasterChef é mesmo só para a massa? 

Comunicação 4.0 é diálogo comestível

Dizer sem palavras? Deixar o estômago poliglota? Imprimir o prazer no cérebro e acessá-lo pelo Wi-Fi Direct do olfato! Voilá! O comer é a palavra empratada. Ela pode ser compartilhada no mesão. Vez por outra, lançada à rede. A mundial, de computadores, está farta. São mais de 2,5 exabytes por dia, no mundo, lançados nesse universo paralelo e cheio de AI's. Falamos em BIG DATA e em Pós-Verdade ao mesmo tempo em que, alguém (pois tem sempre alguém) se vale do Correio Elegante 6.0, vulgo Sarahah, para mandar a franqueza adiante. Convenhamos, é difícil acompanhar tantos movimentos. Sofremos de F.O.M.O. e "não vortemo".
 

Cozinheiro d'Alma, Henrique, o infante

Foi numa dessas andanças por Lisboa, já na cadência de versos heterônimos, que abri meia dúzia de livros, na Livraria Bertrand do Chiado, antes de encontrar-me com o chef Henrique Sá Pessoa. Havia marcado a entrevista de casa, Brasil, solo pátrio, meses antes. Carecia, contudo, de um porvir de tormentos doces, equilibrados por um bom café bem tirado. De tomar dose de coragem antes de bater meia sola à esquina, onde fica o restaurante galardoado com uma estrela Michelin do gajo, o Alma.

 

 

 

 
 

MAIS CONTEÚDO, POR FAVOR!